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OCDE mente sobre Portugal e insulta o nosso querido líder Passos Coelho

 
Entre Agosto e Setembro deste ano (2012) mais 97 mil crianças perderam o abono de família. 
 
Caros portugueses, louvemos o nosso líder Passos, que tira às crianças do povo para entregar aos Borges e aos Mexias, às consultoras e às construtoras.
 
Caros portugueses, vamos revoltar-nos contra a OCDE sempre que eles voltarem a afirmar que Portugal é o país da Europa com maior nível de desigualdade. Isso é mentira e um insulto; os Borges podem ainda não ganhar tanto como os Mexias deste país, mas estamos a trabalhar para isso. Não tarda nada e retiramos tudo às crianças e aos velhos, ao pobres e aos desfavorecidos, aos doentes e aos desempregados. E depois digam-nos lá se eles não ficam todos em iguais condições?
 
E é mentira que o ordenado mínimo na França, Irlanda, Bélgica ou Luxemburgo seja de 1200 euros. Isso foi um boato de gente com má-fé e que é incapaz de apreciar a genialidade do Passos Coelho. Se o nosso líder diz que ganhando 500 euros vivemos acima das nossas possibilidades, certamente tem razão. Se ele diz que é preciso empobrecer, assim faremos. 
 
E como se vê pelo título da notícia do DN de hoje, estamos a trabalhar rápido nesse sentido. 
 
Valeu a pena os capitães de Abril arriscarem a vida para assistirmos a isto agora. Valeu a pena.
 
C.T.
 
 
A este propósito leiam este artigo de Nicolau Santos, publicado no Expresso on-line de 21 de Novembro de 2012:
 
O menino que Gaspar não conhece
 
Supermercado do centro comercial das Amoreiras, fim da tarde de terça-feira. Uma jovem mãe, acompanhada do filho com seis anos, está a pagar algumas compras que fez: leite, manteiga, fiambre, detergentes e mais alguns produtos.
 
Quando chega ao fim, a empregada da caixa revela: são 84 euros. A mãe tem um sobressalto, olha para o dinheiro que traz na mão e diz: vou ter de deixar algumas coisas. Só tenho 70 euros.
 
Começa a pôr de lado vários produtos e vai perguntando à empregada da caixa se já chega. Não, ainda não. Ainda falta. Mais uma coisa. Outra. Ainda é preciso mais? É. Então este pacote de bolachas também fica.
 
Aí o menino agarra na manga do casaco da mãe e fala: Mamã, as bolachas não, as bolachas não. São as que eu levo para a escola. A mãe, meio envergonhada até porque a fila por trás dela começava a engrossar, responde: tem de ser, meu filho. E o menino de lágrima no canto do olho a insistir: mamã, as bolachas não. As bolachas não.
 
 
 

 



 

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Fonte:    2012-11-21
 
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